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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Em Iguaba Grande, homem é esfaqueado - Em São Pedro, homem morre esperando 23 dias vaga na UTI

Um homem de 30 anos foi esfaqueado no pescoço e no tórax nesta segunda-feira dia 30, em Iguaba Grande. De acordo com informações do 25º Batalhão de Polícia Militar, o crime aconteceu no bairro Vila Nova.

Segundo a PM, a vítima foi encaminhada para o pronto-socorro do município.

A ocorrência foi registrada na 129ª DP. De acordo com informações da Polícia Civil, ainda não há suspeitos.


SÃO PEDRO

Um homem de 46 anos morreu após ficar 23 dias internado no pronto-socorro de São Pedro da Aldeia, à espera de uma vaga em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A família, que alega negligência, chegou a conseguir uma ordem judicial para a transferência, mas Roberto Carlos dos Santos não aguentou a espera.

De acordo com os documentos mostrados pela família, Roberto deu entrada no pronto-socorro da cidade no dia 4 de novembro, com suspeita de hérnia disco e dores na coluna lombar, mas o quadro evoluiu para infecção urinária e problemas respiratórios.

A sobrinha da vítima, Jaqueline Azevedo, considera a situação um descaso. 


"Fica um sentimento de tristeza profunda porque ele é um pai de família, honesto, trabalhador, que pagou a vida inteira os seus impostos e quando ele mais precisou de um atendimento decente, ele não teve", disse.

No dia 16 de novembro, a família conseguiu uma ordem da Justiça, que determinou a transferência do paciente para uma UTI, mas, segundo a família, o pronto-socorro não cumpriu a liminar.

"Não mudou em nada. O médico falou que de cinco em cinco minutos ele recebia esse tipo de liminar. Fui também à secretaria de saúde e fui informada da mesma coisa: que não há vagas em todo o estado. Infelizmente é muito caro uma UTI particular", acrescentou Jaqueline.

O homem chegou a ser transferido para o Hospital Regional de Araruama, mas a unidade também não tinha vagas de UTI e ele precisou voltar para o pronto-socorro.

Na certidão de óbito, a causa da morte foi dada como choque cardiogêncio, em decorrência de uma parada cardiorespiratória. O médico que atendeu Roberto Carlos, diretor do pronto socorro, Gílberson Wanderley, disse que o paciente ficou em uma fila à espera da vaga de uma UTI. Ele nega que houve negligência no atendimento.

"O sistema é para todos. Tanto para quem tem mandado judicial quanto para quem não tem. A gente fica esperando a resposta positiva do sistema. Quando tem vaga, quando levar e que horas levar", explicou.

Gílberson ainda disse que uma vaga foi aberta mas um outro paciente teria entrado na frente. 

"Conseguimos um exame com vaga só que entrou um paciente mais grave na frente dele no mesmo dia. Ele acabou perdendo a vaga que já tinha sido concedida a ele", informou o diretor do pronto socorro, acrescentando que a vítima recebeu os devidos atendimentos e que ninguém esperava o falecimento do paciente.



Fonte : G1
Foto   : Reprodução Inter TV - Imagem Roberto Nogueira