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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Universidade vai marcar 2000 peixes em 2017 para pesquisa.

A Universidade Veiga de Almeida (UVA), por meio Grupo de Estudos da Pesca, instalado no campus Cabo Frio, integra um grupo de esforço cooperativo formado por instituições do Brasil, Uruguai, França e EUA para realizar a marcação de atuns tropicais no sudoeste do Oceano Atlântico. A demanda faz parte de um programa da ICCAT (Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico) e tem como objetivo garantir a gestão sustentável dos estoques pesqueiros, contribuindo para a segurança alimentar e desenvolvimento econômico das regiões costeiras.


O professor Eduardo Pimenta, coordenador do GEPesca, estará à frente dos trabalhos no litoral fluminense. Ele explica que o objetivo do projeto é fazer as marcações para diversos estudos, como de rota migratória, por exemplo. A meta é atingir, no decorrer do próximo ano, 13 mil exemplares de atuns e espécies afins na costa brasileira, com etiquetas convencionais e eletrônicas. No Rio, serão realizados cruzeiros de pesquisa para lançar duas mil marcas convencionais e oito eletrônicas. Serão marcados exemplares de bigeye (Thunnus obesus), yellowfin (Thunnus albacares) e skipjack (Katsuwonus pelamis).


Os trabalhos em águas brasileiras serão geridos pela Fundação Apolônio Sales de Desenvolvimento Educacional, com a coordenação científica do professor doutor Fábio Hissa Vieira Hazin. Além do Rio de Janeiro, a marcação dos peixes ocorrerá em Areia Branca (RN), Arquipélagos São Pedro e São Paulo e Fernando de Noronha (PE) e Itajaí (SC). Também serão marcados exemplares na costa uruguaia.


Grupo de Estudos

O GEPesca desenvolve pesquisas regularmente nas áreas de macro ergonomia e antropotecnologia, na busca da adaptação da tecnologia à produção em termos culturais, sociais, econômicos, geográficos e organizacionais sobre o universo da pesca e do pescador. Professor Pimenta explica que as pesquisas utilizam uma metodologia participativa, considerado o potencial e as limitações dos ecossistemas e das pessoas envolvidas, não os tratando isoladamente, mas sim de forma holística. O Grupo também monitora a frota pesqueira extrativista que parte de Cabo Frio, formada por cerca de 350 embarcações de até 20 metros.


O GEPesca integra, ainda, a estrutura do Subcomitê Científico do Comitê Consultivo Permanente de Gestão sobre Atuns e Afins do Ministério da Pesca e Aquicultura, responsável pelo aporte de dados estatístico da pesca brasileira na Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico. Pimenta explica que estes estudos são fundamentais para a adoção de medidas de ordenamento e conservação necessárias para a manutenção dos estoques em níveis compatíveis com o rendimento máximo sustentável.




Texto : Andréa Luiza Collet