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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Graças a Deus : Secretaria de Saúde de Cabo Frio anuncia reabertura da UPA

A unidade, que está fechada desde o dia 19 de dezembro de 2015, está passando por reformas. O prédio será pintado, e funcionários da Prefeitura estão refazendo a parte elétrica, o sistema de informática e a rede de gás, além de pequenos cuidados de manutenção.

Segundo o prefeito Alair Corrêa, a reabertura da Unidade de Pronto Atendimento, só será possível porque o governo conseguiu reaver verbas federais que até então estavam perdidas.

- A reabertura da UPA será possível por dois motivos. Conseguimos ultrapassar as maiores dificuldades e a secretária de Saúde, Rosane Tito, destravou recursos no governo federal que ajudarão na manutenção da unidade. É importante lembrar que vamos continuar sem receber o que o Estado nos deve, o que soma mais de 10 milhões de reais, mas com recursos do Governo Federal e da Prefeitura, vamos conseguir reabrir a UPA, disse o prefeito Alair Corrêa.




Segundo a secretária Municipal de Saúde de Cabo Frio, Rosane Tito, no cargo desde o dia 19 de outubro deste ano, a UPA vai funcionar como antes, com o sistema de classificação de risco, acolhimento, hipodermia (sala de medicação), sala de sutura, farmácia, repouso, sala vermelha e sala amarela (adulto e infantil). A unidade terá diariamente, para atendimento ao público, 4 clínicos e 2 pediatras.

- Vamos atender todos os casos de urgência e emergência que chegarem, exceto os pacientes politraumatizados, que continuarão sendo levados pelo Corpo de Bombeiros para o HCE, já que o atendimento ao paciente politraumatizado deve seguir uma abordagem multidisciplinar pela possibilidade de múltiplas lesões associadas, explicou Rosane Tito.

O HCE é a melhor alternativa para este atendimento, por seguir um protocolo, com padronização de condutas, com tomógrafo, raios-X e laboratório, oferecendo aos pacientes politraumatizados uma abordagem mais eficaz.

- O paciente politraumatizado não pode ficar indo de um lugar para outro a fim de realizar exames específicos, e no HCE, temos a infraestrutura necessária para este tipo de atendimento, que a UPA não dispõe, disse Rosane.

É importante destacar ainda que o HCE permanece de portas abertas para a população para os atendimentos de emergência e urgência.

- Uma pessoa com hipertensão, com uma dor aguda, é lógico que este paciente também será atendido no HCE. Muitas pessoas preferem o HCE, mas acreditamos, que com a reabertura da UPA, o fluxo de pacientes no Hospital Central de Emergência irá diminuir naturalmente, explicou.




Com a reabertura da UPA e a manutenção do HCE, todas as emergências e urgências em Cabo Frio serão centralizadas nas duas unidades. Com a medida, a partir de 1º de dezembro, o Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, no Jardim Esperança, e o Hospital da Criança, passam a funcionar apenas com internação hospitalar.

- Resolvemos concentrar a emergência e urgência na UPA e no HCE para poder prestar um melhor atendimento a população. Mas todas as unidades irão trabalhar interligadas. Por exemplo, se um paciente do Jardim Esperança deu entrada na UPA, e está na unidade há mais de 12 horas, ele será automaticamente transferido para a internação do Hospital Otime Cardoso dos Santos. O mesmo exemplo serve para uma criança. Se ela estiver na UPA há mais de 12 horas, será transferida para o Hospital da Criança. É um paciente grave, que precisa de UTI? Ele terá a sua vaga regulada na Central de Regulação do Estado, explicou Rosane.

A Prefeitura de Cabo Frio só entregou a administração da UPA ao Estado, em dezembro do ano passado, devido ao alto custo do funcionamento da unidade e a falta de dinheiro em caixa, em função da crise financeira que assola o município nos últimos anos. As despesas com a UPA (folha de pagamento, estrutura funcional, etc) girava em torno de R$ 2 milhões/mês para Prefeitura, Estado e Governo Federal (contrapartida). Mas, tanto o Governo Federal quanto o Governo Estadual, ficaram quase um ano sem efetuar os repasses mensais das verbas destinadas ao funcionamento das UPAs no município. Só o Governo Estadual deixou de repassar para a Prefeitura a cota mensal de R$ 800 mil durante 10 meses, e a dívida com o município, ficou na casa dos R$ 10 milhões.

A devolução da UPA ao Estado representaria um alívio aos cofres municipais, já que a Prefeitura estava arcando com toda a despesa sozinha. Mas também com sérios problemas financeiros, o Estado fechou a unidade. Até hoje, a Prefeitura de Cabo Frio mantem aberta a UPA de Tamoios, no segundo distrito, com recursos próprios.

- Em Tamoios vamos manter o atendimento como é hoje, já que o fluxo dos pacientes funciona perfeitamente. No primeiro distrito estamos trabalhando nessas mudanças, exclusivamente, para garantir um melhor atendimento para a população, concluiu Rosane Tito.




Texto: Alexandra Oliveira
Fotos: Pedro Turra