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sábado, 15 de julho de 2017

INSS: agências com pouco movimento podem ser fechadas - Saquarema e Arraial estão na lista.

Pelo menos 20 postos de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Estado do Rio, podem ser fechados. Segundo informou ao EXTRA uma fonte ligada à Previdência Social, os cortes devem começar pelas agências que fazem poucos atendimentos e com aquelas que ocupam prédios alugados.

Conforme apurado, algumas agências do Rio já estão na mira do corte por fazerem poucos atendimentos, em relação a outros postos: a agência de Olaria, na Zona Norte, a de Campo Grande, na rua Olinda Ellis e a do Méier, que fica na rua Padre André Moreira. Já o posto da Tijuca, que fica na rua Uruguai, também pode entrar na lista por ocupar um prédio alugado.

Em outras regiões do Estado, os postos de Arraial do Cabo, Saquarema, Silva Jardim, Maricá, Sapucaia e São José do Vale Rio Preto também podem entrar nos cortes, por não serem agências com grande fluxo de atendimento. Ao todo, o Estado do Rio conta com 109 postos de atendimento, segundo dados do INSS.

A decisão de diminuir os atendimentos e até fechar agências veio após o corte de até 40% no orçamento do órgão para este ano, o que ameaça a manutenção dos serviços em todo o país. Além do INSS, outros órgãos federais também sofrem com a redução de repasses do governo federal, como a Polícia Federal. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), pasta a qual o INSS é ligado, teve um corte de R$ 5,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões no começo deste ano.

Em todo o país, segundo informou o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), são 1.563 agências do INSS.

CORTES EM TODO O PAÍS

O contingenciamento no atendimento pela falta de verba deve gerar economia para o órgão, que tenta, junto ao governo, evitar o corte de verba. Ainda de acordo com o interlocutor, o modelo de fechamento de agências em estudo pelo INSS, deve seguir o mesmo padrão em outros estados do país.

De acordo com Warley Martins Gonçalles, presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), o possível fechamento pode atingir mais de 700 agências em todo o Brasil, medida que, segundo ele, afetará negativamente os segurados.

— O governo tem tirado dinheiro da Previdência para tapar buracos em outras áreas e o resultado disso será a precarização do atendimento ao trabalhador no INSS, que também pode vir a fechar metade das agências em todo o país. Isso é ruim para o trabalhador que terá que se deslocar para outras cidades para conseguir atendimento — comenta.

Em nota, o INSS disse que a Lei Orçamentária Anual 2017 destinou R$ 1,5 bilhão para o órgão. O valor, afirma o instituto, “permite a manutenção dos serviços prestados sem que haja perda na qualidade e prejuízos para o cidadão”.




Texto : Bruno Dutra
Fonte : Jornal Extra
Foto   : Márcia Foletto